Regressão em crianças: dificuldade escolar

Regressão em crianças: dificuldade escolar

Sou mãe de duas meninas lindas, a Gabriela de 11 anos e a menor, Yasmim, de 7 anos.

A Yasmim quando entrou para o 2º ano, a antiga primeira série, começou a demonstrar certa dificuldade em ler, o que me preocupava muito. Quando recebi suas primeiras notas, abaixo da média, e vendo a tristeza em seus olhos, me dei conta que ela teria que ter logo sua primeira experiência de regressão, afinal como poderia ajudar tantas crianças e não ajudar o Espírito da Yasmim, que vem como minha filha nesta encarnação?

Então, naquela mesma noite, conversei com ela, se gostaria de se submeter a uma sessão de regressão e ela prontamente aceitou. Levei-a para meu quarto, coloquei uma música suave, peguei lápis de cor, uma mesinha e uma cadeirinha, assim como em meu consultório, e para minha surpresa, logo em seguida ela deu inicio ao relato de sua vida passada, através de desenhos, ao mesmo tempo em que me relatava o que estava acontecendo:

Yasmim – Estou desenhando uma pracinha, eu e minha amiga na gangorra, chegou um temporal, raios, eu caí de cabeça na pedra, senti dor na cabeça, tu tava junto sentada num banco, (eu era mãe dela nesta vida passada), fiquei com os olhos fechados e tu foi ver se tava tudo bem comigo.

Juliana – E estava tudo bem?

Yasmim – Não, tive que ir para o hospital. Era uma salinha, fiquei deitada em uma maca, eu era de outra língua, inglês, eu acho que é por isso que eu vou bem em inglês, abri meus olhos e não me lembrava de algumas coisas, eu só lembrava da mãe, estava sem ar.

Isto é o telhado do hospital (fez um desenho dela saindo do corpo físico), tinha uma janelinha lá em cima do telhado do hospital, uma escadinha pro último andar, é longa a escada, né?

Eu tinha 6 anos, o porão do hospital, outra porta lá em baixo, um monte de pessoas doentes, tossindo muito e tinha máquinas lá em cima. Eu desci as escadas, fui no porão de baixo, vi muitas pessoas doentes, eu tive que ficar 13 dias no hospital. Eu voltei pra casa, tinha duas irmãs, uma tinha 11 anos e a outra 20 anos.

Subi pro meu quarto, era grande a casa, tinha bastante janela, eu não consigo desenhar tantas janelas, as cortinas bem grandes, meu quarto é bem grande e tem uma sacada bem grande, duas janelas, eu tava de cadeira de roda, eu gostava daquela sacada.

Eu te contei que eu tinha uma casa na árvore? É por isso que eu não sei escrever, eu era de outra língua. A minha irmã maior me levava pra casa da árvore, e tinha escada dos dois lados, e tinha duas janelas no telhado e era bem grande, tinha um sofá na casa da árvore e tava chovendo neve.

Juliana – E o tempo foi passando… O que aconteceu?

Yasmim – Quando eu fiquei mais velha, eu era dona de Banco, eu ia na Igreja todos os dias, tive duas filhas, uma tinha 7 anos que nem eu, e se chamava Lauren, e a outra 10 anos, a Bruna. Quando eu fiquei mais velhinha, ainda tava andando de cadeira de roda, quando eu fiquei bem velhinha, eu precisava de ajuda e fui me lembrando de algumas coisas, me lembrando das pessoas, aí eu morri e fui pro céu, e eu vim pra esta vida, e aí eu sei falar mas não sei escrever.

O céu tinha muitas estrelas e as estrelas eram cor de rosa, a lua era linda, prateada, eu caminhava e falava com Deus. Deus dá pra ver no céu e tinha anjos, nuvens macias, tinha várias pessoas, eu fiz amizade com várias pessoas, eu lia livros e eu ajudava as pessoas lá em cima. Ah! Eu vou ter que fazer outra regressão, eu tenho medo de areia.

Tudo o que foi relatado é fiel ao que a Yasmim me relatou, escrevi da maneira que ela me relatou, na sua linguagem.

Logo depois desta regressão, na mesma noite, a Yasmim me convidou para ajudá-la a fazer os temas e, para minha alegria, já senti nela mais atenção e rapidez no desenvolvimento de seus afazeres. Mas ela me disse que precisa de mais uma regressão, por ter medo de areia, então vou continuar o trabalho com ela.

Nessa sessão, tivemos revelações importantes sobre a sua dificuldade com o português, ela tinha nacionalidade inglesa naquela vida passada, o que fazia com que hoje ainda se sentisse lá, dificultando o seu aprendizado de português. É interessante relatar que ela vai muito bem em inglês, tirando sempre notas acima da média nesta matéria.

Outra melhora que ocorreu depois da regressão, foi a redução das dores de cabeça, que ela sentia 3 a 4 vezes por semana. Com o desligamento daquela vida, onde aconteceu a queda, ela praticamente não sentiu mais as dores.

O terapeuta nunca pode saber realmente o que vai surgir numa sessão de regressão e não deve querer comandar o processo, pois o Mentor Espiritual, que é um Ser de Luz, é quem sabe o que este Espírito pode e deve – ou não – ver.

É muito gratificante para mim ver a melhora de crianças que tenho ajudado através da Regressão Terapêutica e agora ver a melhora em minha própria filha, que vem convivendo comigo há várias vidas.

Só tenho a agradecer por estar fazendo este trabalho tão bonito, que me faz tão feliz e me incentiva a me entregar ao Mundo Espiritual cada vez mais.