Ética

Uma visão ética da Regressão Terapêutica
O aspecto mais importante desse novo método terapêutico é a Ética. Essa terapia lida com o desligamento de uma pessoa de fatos traumáticos do seu passado, geralmente de encarnações passadas, escondidos no Inconsciente, que ainda estejam lhe afetando, trazendo os sintomas das fobias, do transtorno de pânico, as depressões refratárias, crenças e idéias estranhas, concepções conflitantes, dores sem solução, etc. Mas existe a Lei do Esquecimento e ela não pode ser infrigida, pois é uma circunstância do Espírito reencarnado que, se reencarnasse sabendo do seu passado, certamente não agüentaria o peso dessa memória, seja em relação ao que lhe foi feito como também ao que fez em outras épocas. Imaginem se soubéssemos quem nós e nossos pais, filhos, demais parentes, conhecidos, fomos e fizemos em encarnações passadas; seria praticamente impossível nossa convivência! E a busca dos resgates, das harmonizações, seria muitíssimo prejudicada se não houvesse o Esquecimento. Por isso, quando o Espírito reencarna vem com o seu passado oculto dentro do Inconsciente, e isso deve ser respeitado, ou seja, vem para não saber quem foi e o que houve no passado.

Mas a Terapia de Regressão é uma técnica criada e incentivada pelo Mundo Espiritual para ser utilizada no Plano Terrestre, um beneficio para o Espírito encarnado, e isso que pode parecer uma contradição, pode ser conciliado, desde que seja observada a Ética em relação ao Esquecimento. A regressão deve ser realizada pelo Guia Espiritual do paciente e não pelo terapeuta; essa é a ética da regressão realizada por nós da Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista (www.abpr.org), criada em 2004 por um pequeno grupo de terapeutas em Porto Alegre, e que vem crescendo, atualmente com Cursos de Formação em vários estados do Brasil e, em breve, em outros paises.

A Terapia de Regressão não deve nunca ser colocada a serviço da curiosidade. Não devemos infringir a Lei do Esquecimento conduzindo a regressão, dirigindo o processo, ajudando o paciente a saber coisas como “Quem eu fui em outras vidas?”, “Quem eu e minha ex-esposa fomos?”, “Por quê meu filho me odeia?”,  etc., e, sim, permitir que o Guia Espiritual da pessoa, dentro do seu merecimento, lhe mostre e possibilite seu acesso ao que pode ver, ao que merece ver, ao que agüenta ver… No início do seu trabalho como terapeuta de regressão, o Dr. Mauro cometeu enganos que vem corrigindo com o tempo. Naquela época, ele é quem realizava a regressão, estabelecia o que o paciente devia acessar, dirigia o trabalho, ajudava a pessoa a saber o que ela queria saber, e até incentivava o reconhecimento hoje de pessoas na vida que estava! Que erro! Ainda bem que Deus é compreensivo…

Como fazemos a regressão atualmente? Colocamo-nos como um auxiliar do Guia Espiritual do paciente, lhe auxiliamos a promover um profundo relaxamento de seu corpo físico, lhe incentivamos a expandir a sua Consciência, imaginando que está subindo… crescendo… sem induzir a nada, sem sugerir nada, sem conduzi-lo. Após 20 a 30 minutos, com a sensação corporal bastante diminuída e a sua Consciência expandida, o Guia Espiritual assume o comando e pode levá-lo a encontrar uma situação traumática do seu passado, em que está sintonizado, como se ainda estivesse lá. A partir daí, o maior cuidado é não atrapalhar quem está verdadeiramente dirigindo a regressão. De vez em quando, se necessário, lhe incentivamos a continuar contando o que está acontecendo, para que relembre até o final daquela situação, até o seu desencarne naquela vida, continuar contando até recordar sua subida para o Astral, até percebermos que está melhorando, que tudo está passando, até referir que está sentindo-se bem. Aí vamos preparando o final da sessão, dizemos ao paciente que pode relaxar, permanecer em silêncio, e vamos encerrando a sessão. Nunca devemos terminar uma regressão enquanto o paciente não refere estar sentindo-se muito bem. Onde termina a regressão, fica a sintonia.

Concordamos com as pessoas do movimento espírita que opõem-se à Terapia de Regressão pois, realmente, existem terapeutas realizando  regressão sem cuidar com a ética, conduzindo o processo, dirigindo a sessão, fazendo com que o paciente veja coisas que não poderia ver, acessar fatos que não poderia acessar e até reconhecer pessoas com as quais convive hoje. Isso é errado, perigoso e anti-ético.

A regressão tem uma ação terapêutica potencial que é poder desligar a pessoa de situações traumáticas de uma ou mais encarnações passadas, às quais está ligada, como se ainda estivesse lá, mas tudo está dentro do merecimento e quem sabe se a pessoa já merece libertar-se de uma situação traumática do seu passado é o seu Guia Espiritual e não nós. Por isso não dirigimos as regressões, apenas auxiliamos o Mundo Espiritual.

E por quê não terminamos a regressão logo após o final da situação traumática? O Dr. Mauro, no início de sua atividade como terapeuta de regressão, percebia que, algumas vezes numa 2ª sessão de regressão, o paciente retomava seu relato no ponto onde tinha parado na regressão anterior, mesmo já desencarnado, e via então que ele ainda não estava bem. Por isso, decidiu começar a realizar uma Regressão completa, que vai desde a situação traumática até a morte, passando pelo desencarne, e continua até a pessoa recordar sua subida para o Astral, ate estar  sentindo-se bem, quando já não sente mais aquele medo que sentia, quela raiva, aquele sentimento de rejeição, aquela solidão, aquele medo, a dor da facada, do tiro, etc.

A maioria dos terapeutas de regressão, em todo o mundo, fazem com que o paciente reviva apenas até o final do trauma do passado, mas isso, na minha opinião, pode ser uma regressão incompleta pois onde termina a regressão, fica a sintonia, e se ele, após o trauma, ainda não está bem? Regressão é uma rememoração do momento traumático do passado onde a pessoa ainda ficou sintonizado, com a intenção de ajudá-lo a libertar-se daquela sensação e se a pessoa pode rememorar desde o trauma até quando estava sentindo-se bem lá no Astral, porque parar “no meio do caminho”, logo após o trauma? E é fácil fazer isso, é só incentivar o relato do paciente até seu desencarne naquela vida e incentivá-lo a continuar contando, após sair do corpo… Dizendo, por exemplo: “E agora que teu corpo morreu, para onde tu vais?”, “Agora que tu és um Espírito… que podes subir… o que acontece?”, “Continua me contando…”. Não estamos interferindo na regressão, apenas incentivando seu relato a prosseguir. Com isso, o paciente ficará sintonizado num momento muito melhor que logo após o trauma, quando, freqüentemente, ainda sentia dor, medo, tristeza, solidão, raiva, insegurança, etc.

Estamos seguindo os passos do Dr. Freud, que descobriu esse mundo escondido, mas ficou restrito apenas a uma encarnação, que equivocadamente chamam de “a vida”. Nós estamos indo Inconsciente adentro! E o que encontramos? A Reencarnação.

A Psicologia e a Psiquiatria oficiais, coerentes com um Consciente Coletivo não-reencarnacionista, determinado pelas concepções das Religiões predominantes, não lida com a Reencarnação, sem perceber que estão moldados à crenças religiosas limitadoras. Com isso criam uma especie de auto-asfixia pois limitam seus raciocínios diagnósticos e terapêuticos apenas da infância à morte, limitando-se à nossa persona atual. A Psicoterapia Reencarnacionista vem para auxiliar na libertação dessas Instituições oficiais da limitação religiosa, propondo uma infinita expansão para o passado e para o futuro. A Reencarnação, ate hoje encarada apenas como um conceito religioso, adentra agora o consultório psicoterapico e propõe a investigacão ética do Inconsciente, a ampliação da visão limitada da persona para nossa verdadeira realidade espiritual e a libertação dos psicoterapeutas de arcaicas amarras religiosas.

Aqui no Ocidente, muitas pessoas ainda têm uma dificuldade em aceitar a veracidade da Reencarnação porque a maior parte das religiões por aqui são não-reencarnacionistas. Isso iniciou quando ainda formatava-se a Igreja Católica, e deveu-se à ação do Imperador Justiniano, no ano 553 d.C. de conclamar o Concílio de Constantinopla, convidando apenas os bispos não-reencarnacionistas, e decretando que Reencarnação não existe, influenciado por sua esposa Teodora, ex-cortesã, que para libertar-se de seu passado mandou matar antigas colegas e para não sofrer as conseqüências dessa ordem cruel em uma outra vida como preconiza a lei do Karma, empenhou-se em suprimir a magnífica Doutrina da Reencarnação. Esse Concílio não passou de um encontro que excomungou e maldisse a doutrina da preexistência da alma, com protestos do Papa Virgílio, seqüestrado e mantido prisioneiro de Justiniano por 8 anos por ter-se recusado a participar desse Concílio! Dos 165 bispos presentes, 159 eram não-reencarnacionistas, e tal fato garantiu a Justiniano os votos de que precisava para decretar que Reencarnação não existe. E assim a Igreja Católica tornou-se uma igreja não-reencarnacionista e, mais tarde, as suas dissidências também levaram consigo esse dogma. Com o predomínio, no Ocidente, dessas igrejas não-reencarnacionistas, criou-se no Consciente Coletivo ocidental a idéia de que Reencarnação não existe, dentro do que formou-se a Psicologia e a Psiquiatria atuais, que também não lidam com a Reencarnação.

A Inquisicão já terminou, a Nova Era apresenta-se, vamos nos libertar, com seriedade, com compromisso, com amor, com respeito, com ética.